Desvendamos os 14 maiores mitos sobre amamentação

Com a gravidez e a hora do parto se aproximando, a futura mamãe deve aprender tudo sobre a amamentação antes de o seu bebê nascer. Existe grande quantidade de informação muito boa e realmente útil sobre a amamentação disponível hoje em dia. Contudo, entre a internet e a abundância de palpites bem-intencionados (mas, muitas vezes, lamentavelmente errados) de amigos e familiares, também há muita desinformação.

Que tal testar os seus conhecimentos sobre a amamentação? Acompanhe no post de hoje 14 mitos sobre amamentação!

1. Se o meu bebê mama muito, significa que não está bem alimentado

Mito. Como o leite materno é muito fácil de digerir, os bebês costumam ter fome mais cedo do que quando são alimentados com outro tipo de leite ou fórmula. É apropriado que o seu bebê recém-nascido seja amamentado de três em três horas, para estar sempre bem alimentado, mas isso não é uma regra.

Sendo assim, sempre que o bebê sinalizar desconforto — chorando —, a mãe oferecer o peito e o bebê aceitar, não há motivo para imaginar que a frequência da amamentação esteja diferente da necessária.

2. É normal sentir dor durante a amamentação

Mito. Embora seja comum sentir algum desconforto no início da amamentação, a dor é um sinal de que o seu bebê não está sendo amamentado na posição correta. O aleitamento pode ser um pouco desconfortável durante os primeiros dias, até o seu corpo se ajustar a essa nova sensação, mas nunca deve ser doloroso.

Se amamentar dói, procure ajuda o mais rápido possível. Quanto mais rápido esse problema for resolvido, mais rápido a amamentação se tornará um momento relaxante e prazeroso para a mãe e para o bebê.

Os bebês nascem extremamente míopes, o que significa que eles só podem ver os objetos entre 8 e 15 polegadas de distância. Essa também é a distância entre o seu rosto e o rosto do seu bebê durante a amamentação, o que permite que o seu filho a observe durante a mesma.

3. Bebês que são amamentados ficam menos doentes

Verdade. A amamentação reduz o risco de infecções de ouvido, diarreias e problemas gástricos. As crianças que são amamentadas adoecem menos à medida que crescem. Os bebês que não são amamentados têm maior risco de desenvolverem asma, diabetes e até obesidade infantil.

4. Você precisa preparar os seios para a amamentação

Mito. Esse é, sem dúvida, um dos maiores mitos sobre amamentação. Durante a gravidez, os seios naturalmente sofrem alterações para se prepararem para a amamentação. Antes de o bebê nascer, a área em torno dos seus mamilos se torna mais espessa, e as glândulas em suas auréolas produzem pequena quantidade de secreção para lubrificação e proteção.

Quando o bebê nasce e você começa a amamentar, o aumento no hormônio ocitocina faz com que os seus mamilos se tornem mais flexíveis e elásticos para a boca do seu filhinho.

O leite materno tem componentes especiais que ajudam a combater a infecção e reduzir o inchaço na mama. Assim, se os seus seios estão doloridos nos primeiros dias, massagear suavemente um pouco do seu leite nos mamilos e seios pode aliviar a dor e acelerar a recuperação.

5. A amamentação faz os seios caírem

Mito. Na realidade, seios caídos são resultado da gravidez, porque as alterações hormonais deixam a musculatura da região dos seios mais relaxada. Como você ganha peso e os seus seios se tornam maiores e mais pesados, eles podem parecer mais caídos.

Além disso, quando você começa a amamentar, os seios podem tornar-se inchados no início (um processo temporário chamado ingurgitamento) e crescer mais. No entanto, os seios vão diminuir de tamanho quando você estabelecer uma rotina de amamentação sólida.

Depois de desmamar o seu bebê, seus seios se tornarão mais suaves e retornarão ao tamanho pré-gravidez, a menos que você tenha ganhado ou perdido quantidade muito significativa de peso.

Esse tema precisa ser fortemente combatido, pois é um grande mito sobre amamentação e, infelizmente, ainda hoje, em tempos de tanta informação, algumas mães deixam de amamentar seus filhos por medo de os seios caírem.

6. Os alimentos que você come podem deixar o seu bebê com gases

Verdade. As cólicas são um problema preocupante em recém-nascidos e podem causar muito choro e desconforto no seu filhinho. O leite materno recebe nutrientes da corrente sanguínea, o que significa que alguns alimentos podem causar gases. Assim, evite a sua salada de brócolis, pimentão picante ou feijão-tropeiro se notar que o seu bebê anda sofrendo com as cólicas.

Uma pequena porcentagem de bebês desenvolve erupção ou eczema quando são sensíveis a um alérgeno. Se a erupção do seu bebê é leve, elimine os produtos lácteos — que são os culpados mais comuns — de sua dieta por algumas semanas e veja se os sintomas melhoram. Consulte o pediatra imediatamente se a erupção tornar-se grave.

7. Mães que tomam antidepressivos não devem amamentar

Mito. A depressão pós-parto não tratada deixa a amamentação mais difícil e estressante. Por isso, é importante procurar ajuda se você estiver se sentindo depressiva por duas ou mais semanas. Se precisa de medicação, um especialista em saúde com experiência no tratamento da depressão pós-parto vai saber quais antidepressivos são seguros para prescrever às mamães que amamentam.

Se você tomou antidepressivos quando estava grávida, pode manter a medicação para manter a exposição do seu bebê a um nível mínimo de remédios, mas não deixe de falar com o seu médico.

8. Você não pode engravidar durante a amamentação

Mito. Esse é um dos grandes mitos sobre amamentação. Durante a amamentação, é possível engravidar. No entanto, é menos provável que você engravide se estiver nos primeiros seis meses da amamentação e se a sua menstruação ainda não voltou.

9. Você não deve amamentar se estiver doente

Mito. Essa questão costuma suscitar muitas dúvidas e conclusões equivocadas. Continuar a amamentar enquanto estiver resfriada ou gripada, na verdade, ajuda a proteger o seu bebê de doenças. Os anticorpos da mãe são transferidos para o seu bebê cada vez que ele é amamentado.

10. Seu bebê pode sentir o seu cheiro

Verdade. Os recém-nascidos têm o olfato bastante apurado e podem conhecer o aroma único do leite da mãe. É por isso que o seu bebê vai virar sua cabecinha para você quando estiver com fome. Além disso, o aleitamento materno permite que o seu corpo se recupere da gravidez e do parto mais rapidamente. Os hormônios liberados durante a amamentação estimulam o útero a voltar ao seu tamanho pré-gravidez.

11. O primeiro leite da mamãe não é saudável

Mito. Nos primeiros dias após o nascimento, seus seios produzem um líquido espesso e pegajoso, de cor amarelada, chamado colostro. Esse líquido tem cálcio, potássio, proteínas, minerais e os anticorpos de que o seu bebê necessita. Ele precisa apenas de pequena quantidade desse leite para se sentir completo e permanecer saudável até que o leite aumente o seu fluxo, entre dois e cinco dias após o nascimento.

12. Beber muita água aumenta a produção de leite materno

Mito. A ingestão de água em uma boa quantidade é benéfica para a saúde geral da mãe. Contudo, não é o aumento do volume de água consumido pela lactante que vai influenciar diretamente a produção de leite.

13. A mãe deve revezar os seios durante a amamentação

Mito. Outro tema em que a desinformação prevalece. A amamentação não deve ser interrompida, para que a mãe fique revezando entre um seio e outro. Ao contrário, o bebê deve ficar em um seio só, para que possa se beneficiar de um leito mais rico em gorduras e açúcares, que só surge depois de algum tempo em que a criança está se alimentando.

A troca de mama só deve ocorrer caso o leite do seio em que o bebê começou a mamar acabe.

14. Amamentação deve ser exclusiva até os seis meses de idade

Verdade. Entende-se por amamentação exclusiva o bebê ingerir apenas o leite materno durante seus primeiros seis meses de vida, sendo desnecessária a inclusão de chás, sucos e até mesmo água na dieta do bebê.

É importante salientar que a inclusão de outros itens no cardápio do bebê não é uma questão de escolha pessoal da mãe. Pelo contrário, trata-se de uma recomendação.

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