Veja como regular a dieta do bebê após período de amamentação

Aos seis meses de vida, termina o período de amamentação exclusiva, como afirma o Ministério da Saúde em seu Guia Alimentar para crianças menores de dois anos. Nessa idade, outros alimentos devem ser acrescentados à dieta do bebê, de forma gradual e cuidadosa.

Essa mudança na alimentação ocorre quando os bebês começam a adquirir novas habilidades, como a capacidade de se sentar sem apoio e levar objetos até a boca. Além disso, nessa época, o reflexo de protusão da língua — que faz o bebê cuspir a comida — desaparece e facilita a ingestão dos alimentos sólidos.

Para que essa fase tão aguardada seja vivida da melhor maneira possível, confira algumas dicas para apresentar ao bebê novos sabores!

6 meses: começando a comer

Os primeiros alimentos apresentados aos bebês costumam ser as frutas, pois possuem sabor adocicado assim como o leite materno, o que aumenta a chance de aceitação pela criança. Por isso, o ideal é oferecer uma papinha de legumes no almoço e duas papinhas de frutas durante o dia.

Não é recomendado utilizar o liquidificador ou a peneira, pois esse processo remove as fibras do alimento e deixa a refeição menos nutritiva. Também é importante saber que os bebês dessa idade possuem um estômago bem pequeno, por isso, duas a três colheres de sopa são suficientes para cada refeição nessa fase inicial.

Existe ainda o método BLW, em que os alimentos são oferecidos em pedaços para que a própria criança leve-os até a boca. Dessa forma, estimula-se a autonomia e a coordenação motora.

Vale lembrar que o leite deve continuar fazendo parte da alimentação do bebê até os dois anos ou mais, portanto, siga as recomendações do pediatra para adaptar a quantidade oferecida nessa nova etapa.

7 a 9 meses: conhecendo novos alimentos

A partir do sétimo mês, a criança já estará mais acostumada com as papinhas, portanto, podemos começar a variar o cardápio da dieta do bebê e aumentar a quantidade de comida para o equivalente a meia xícara de chá.

As duas papinhas de frutas podem ser mantidas, mas a papinha de legumes deve ser incrementada para se tornar uma refeição mais completa, além de ser consumida duas vezes por dia — uma vez no almoço e outra no jantar. Cada refeição deverá conter pelo menos um alimento de cada grupo para garantir uma boa nutrição:

  • construtores: ricos em proteínas, como as carnes (apenas o caldo), ovos e feijões;
  • energéticos: carboidratos como o arroz, batata-doce, mandioca e inhame;
  • reguladores: fornecem vitaminas e sais minerais, como legumes e verduras.

Caso o bebê rejeite algum alimento, não desista de oferecê-lo! Às vezes, é preciso insistir em até dez situações diferentes para ter certeza de que a criança não gosta daquela comida. Com paciência e carinho o seu bebê passará a comer cada vez melhor.

10 a 12 meses: acompanhando a família

Com essa idade, o bebê já possui alguns dentinhos e maior habilidade motora, por isso, carnes moídas ou picadinhas podem ser acrescentadas na dieta. A quantidade agora equivale a uma tigela de 250 ml e o modelo das refeições deve ser mantido.

Nesse momento, as papinhas já podem ser gradualmente substituídas pela comida da família. Porém, é preciso ter cuidado com os hábitos alimentares da casa para que a criança continue crescendo com saúde. Sendo assim, alimentos como doces, balas, biscoitos, salgadinhos e refrigerantes devem ser evitados na dieta do bebê, especialmente nessa fase tão importante do desenvolvimento infantil.

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